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Lamu – happy ending

Lamu e’ uma ilha, e tem uma vila como a Vila do Abraao, na Ilha Grande, que tambem se chama Lamu. Tem um monte de vielas estreitas, e e’ repleta de mesquitas e lojinhas, alem dos 3.000 jumentos, e nativos que levam uma vida bem devagar, e os turistas, e’claro. Que nao eram muitos, ja’ que estamos em baixa estacao. Chato sao os barqueiros querendo vender passeios o dia (e noite) inteiro. E os camelos, querendo vender quinquilharias.

Andando 3 Km para o leste, chega-se a outra vila, chamada Shela. Parece que mudamos de continente, as ruas sao limpissimas, casas maravilhosas, barcos lindos, hoteis de boutique, e logo depois, kms de praias desertas e paradisiacas. Ninguem pode nos culpar por decidir passar 5 dias por aqui (em Lamu, mas todos os dias fomos a praia).

Realmente e’ um destino magico, que no entanto tambem tem seus problemas. E o maior deles e’ o sanitario. Ruas sujas, com caca de jumento pra todo lado, valas a ceu aberto correndo pelos cantos, e todo o lixo indo direto pro mar. Como disse antes, ficamos em um excelente hotel, o melhor da viagem, enfim, o perfeito final para esta viagem maravilhosa. Mas pra quem quer vir com mais estilo, basta ficar em Shela, que nao passa pelos problemas sanitarios. Mas definitivamente vale a pena. Achei mais legal do que Zanzibar, que fica na Tanzania, e’ bem maior, porem menos tipica. De novo, os celulares e a internet sao as unicas coisas que ligam ao nosso seculo.

Um detalhe insolito. Neste ambiente islamico, quase nao se acha cervejas para comprar em restaurantes e mercados. Um dos lugares preferidos e’ a Police Canteen, o que e’ uma cantina da policia! Isso mesmo. E o mais diferente e’ que para se chegar la’, tem que passar num caminho estreito entre um lixao cheio de jumentos se alimentando de tudo e um cemiterio muculmano. E de noite e’ um super breu.

Hoje iniciei minha viagem de volta ao Rio. Alias, longuissima viagem. Vamos a ela :

7:45 da manha = barco para o continente (30 minutos)

9:00 da manha = onibus para Mombasa, de onde vou pegar o onibus noturno para Nairobi. Este onibus deveria chegar por volta das 5 da tarde, e eu ainda teria que comprar a passagem do onibus para Nairobi. O Leo decidiu ficar os 2 ultimos dias dele em Malindi, uma praia que fica no caminho para Mombasa, e de la’ele voa para Nairobi na segunda. 25 km antes de Malindi, acabou o diesel do onibus, e ficamos a pe’na estrada. Em 2 minutos ja’tinham 2 tuk-tuks, 1 taxi e 2 vans oferecendo transporte para Malindi. O motorista disse que em 5 minutos o diesel chegaria, mas depois de 30 minutos eu fiquei lembrando da piada do cara que morre afogado, e na primeira van que passou para Malindi em embarquei.

Chegando la’, peguei outra para Mombasa, e cheguei na empresa de onibus as 5:30. Peguei uma poltrona na ultima fileira, quase perdi o onibus. E’muita emocao para uma pessoa so’. Agora estou esperando a hora da partida, 10:30 da noite. Devemos chegar as 6:30 da manha, e o onibus me deixa dentro do aeroporto de Nairobi.

Cumpri o prometido de fazer uma viagem de onibus sem comentarios (foi a da ida para Lamu). Mas hoje nao deu pra segurar. A viagem de volta foi uma repeticao da da ida, porem mais “divertida”. O onibus partiu cheio, com varias pessoas de pe’. 2 minutos depois ele parou, sairam 8 e entraram 4. Ate’ai’tudo bem, 1 minuto depois ele parou de novo, entraram 10, sendo que 8 mulheres, 7 delas com bebes de colo. Eles simplesmente vao distribuindo os bebes e as criancas de colo entre os outros passageiros, ja’que nao conseguem andar de pe’, com eles no colo. E assim vai, parando a cada 5 minutos, um entra e sai sem fim. Muito engracado. Tinha ate’uma caixa cheia de pintinhos vivos, piando a viagem toda. Infelizmente acabou no meio da estrada, sem diesel.

Chegando ao Rio, farei um resumo da viagem e colocarei as fotos em todos os posts, para quem quiser ve-las.

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Publicado por em setembro 17, 2011 em Quenia

 

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Mombasa – Terra de contrastes

Conseguimos ao apagar das luzes, pagando uma multa, antecipar nosso voo para Mombasa para a sexta. Acabamos ficando apenas 3 dias em Ruanda. E’ uma injustica julgar o pais por isso. Kigali e’ um ponto de apoio muito melhor do que Kampala, pois e’ bem mais agradavel, e muito mais perto dos parques, mesmo os de Uganda. E aqui mostrou ser bem mais facil de se conseguir os ingressos para ver os gorilas. Bem, mas ja tinhamos os visto em Uganda. E nao tinha mais nada pra fazer por aqui.

Assim como quase todos os paises da Africa, Ruanda e’ governada por um presidente, que nao quer largar o osso. Isso eu chamo de ditadura, pois eles simplesmente atropelam a democracia sem do’ nem piedade. A diferenca de Ruanda para os outros paises, e’ que o presidente governa para melhorar a vida do povo. Os impostos sao altos, mas os servicos existem (nos outros paises eles inexistem). A corrupcao e’ baixa, e bem castigada. Por isso vimos ruas limpas, estradas em bom estado, o povo pacifico, que na verdade e’ o resultado de muita repressao e policia nas ruas. Os hutus e tutsis convivem bem, mesmo depois do genocidio tao recente, pois sao forcados a isso. Podemos ver do lado positivo ou negativo. Eu vi pelo lado positivo, principalmente comparando com os paises vizinhos. Por isso e’ que Ruanda nao anda frequentando mais os noticiarios.

Bem, voamos para Mombasa na sexta. Chegamos a noite, o que nao e’ muito bom. Chegar em uma cidade sem hotel, sem conhecer, e a noite, e’ o caminho mais facil pra ficar em um lugar ruim, ou caro. No nosso caso foi os dois. Mas no sabado pela manha nos ja trocamos de hotel, e saimos para conhecer um pouco da cidade. Tem um forte construido pelos portugueses no seculo XVI, e depois foi so’ colonizacao arabe. E’ tudo muculmano, muitos arabes tambem.

Fomos conhecer uma praia ao sul de Mombasa. Tivemos que pegar um ferry, ja’ que Mombasa fica em uma ilha. Bem, o ferry parece aqueles que atravessavam do Rio para Niterio antes da ponte. Entram carros, caminhoes, depois bicicletas, e por ultimo a galera (que nao paga). Nao preciso nem dizer que e’ uma tremenda super lotacao. Eu ainda comentei com o Leo que se acontecesse uma acidente, ate’ pra quem sabe nadar bem fica dificil de sobreviver, pois e’ gente demais. Na volta tinha um grande navio manobrando, e tivemos que esperar para atracar do outro lado. Acumulou tanta gente, que quando o ferry que estava na nossa frente atracou, a galera invadiu, antes mesmo dos veiculos e as pessoas sairem. Foi uma confusao so’. No final saiu todo mundo, e o ferry foi tomado somente por passageiros, tinha umas 5 mil pessoas. Ainda bem que tirei uma foto pra mostrar, pois fica dificil ate’ de imaginar. Depois e’ que ficamos sabendo que no mesmo dia um ferry que ia de Zanzibar para Pemba, na Tanzania, virou, e mais de 200 morreram afogados.

Mombasa e’ muito pobre, uma confusao so’. Mas ao norte e ao sul tem muitos hoteis de luxo, muitos estrangeiros vem pra ca’ gozar das delicias das praias, e da influencia do oriente. O centro e’ bem caotico e pobre. Pegamos um onibus por 7 horas, ate’ chegarmos em Lamu.

Lamu e’ uma ilha, no litoral norte do Quenia. Aqui nao tem carro, o modo de transporte mais comum e’ o jumento (isso mesmo…). As ruelas sao estreitas, e’ todo mundo muculmano, bem tipico mesmo, parece que estamos viajando pro seculo XVIII. O que nos liga a realidade e’ o celular, assim como na Etiopia. A vida segue bem devagar, quanto mais agora, que estamos na baixa estacao.

Ficamos super bem instalados, um hotel so’ pra gente, pois nao havia mais hospedes. Hoje pela primeira vez fomos a praia, apenas curtir. Ficaremos mais 2 dias por aqui, e depois vamos para outra praia, chamada Malindi.

 
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Publicado por em setembro 12, 2011 em Africa, Quenia

 

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